terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

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segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Stefanini - Consolidação no mercado internacional

Geógrafo, Marco Stefanini, 58 anos, abriu na sua própria casa, há 22 anos, a Stefanini IT Solutions, uma das 100 maiores empresas de tecnologia da informação do mundo. Hoje, ele soma 34 escritórios, está presente em 16 países e faturou R$ 510 mi em 2008

Katia Simões
Começar em casa - É algo comum às empresas de tecnologia. Tem a vantagem de diminuir os custos e facilitar o aprendizado, mas traz problemas porque dificulta o encontro com os clientes e a representatividade no mercado. É um período de aprendizado, de conhecimento do setor, que não deve ser muito longo.

Vantagens e desvantagens - Quando se é pequeno, a flexibilidade e a velocidade na tomada de decisões têm um peso importante, e o colocam em posição de vantagem. Em contrapartida, a marca não tem tanta visibilidade e as referências são poucas. Contar com um bom portfólio faz muita diferença.

Flexibilidade - É essencial nesse mercado. Ao longo de nossa trajetória enfrentamos muitas instabilidades econômicas, entre elas, o Plano Collor, que nos deixou com apenas R$ 50 em caixa. Em todas, conseguimos nos adaptar sem prejuízos para o negócio. Mas o que exigiu maior flexibilidade e agilidade para moldar a empresa à nova realidade foram as evoluções tecnológicas. Vivemos a mudança do mundo mainframe, do servidor central, para os microcomputadores em rede e a chegada da internet. Foi preciso reinventar a empresa em cada uma delas. Começar do zero. Se eu não tivesse o olhar no futuro, teria morrido na praia.

Expansão planejada - Crescemos porque somos abertos ao aprendizado e às novidades da área; porque investimos na qualidade de nossos serviços e no cumprimento dos prazos de entrega. No nosso segmento, isso é visto como diferencial. Demos um passo à frente, também, quando buscamos certificações de qualidade, o que ainda hoje poucos fazem, e na ousadia adotada no processo de internacionalização. Tudo isso baseado em um conservadorismo financeiro que, em épocas de crise econômica, é essencial.

Desafio - Nada é mais desafiador do que contratar pessoas, desenvolver seus talentos e mantê-las na empresa. O capital humano é nosso maior bem e o mais complexo de ser administrado.

Lição - Quando se abre uma empresa é preciso imaginar que a receita será sempre menor do que o previsto e as despesas bem maiores. Só assim você terá fôlego para ir adiante.

Fonte: http://revistapegn.globo.com/Revista/Common/0,,EMI81394-17158,00-CONQUISTEI+O+MERCADO+INTERNACIONAL.html

terça-feira, 25 de agosto de 2009

De olho no mundo

http://www.terra.com.br/istoedinheiro/edicoes/609/artigo140922-1.htm

De olho no mundo
Com US$ 150 milhões no caixa, a Stefanini sai à caça de empresas de TI no Exterior
ROBERTA NAMOUR
AOS 17 ANOS DE IDADE, Marco Stefanini estava se preparando para ser geólogo. Mas a crise econômica do início da década de 80 mudou o curso de sua história. A falta de emprego o levou para a área de informática, como trainee no banco Bradesco. Hoje, quase 30 anos depois, Stefanini comanda uma das maiores empresas de consultoria de TI do País, que leva seu nome. "Tenho de agradecer duplamente à crise", brinca Stefanini. Nos anos 80, porque a recessão o fez mudar de profissão. E atualmente, por ter encontrado o contexto ideal para seu plano de expansão internacional. As aquisições planejadas para 2008 e que não se concretizaram, agora se tornaram mais vantajosas. Com a crise, os preços caíram sensivelmente. A Stefanini IT Solutions está disposta a desembolsar até US$ 150 milhões em compras fora do País nos próximos meses. "Já estamos com negociações bem adiantadas", sinaliza Stefanini. A meta é adquirir companhias com foco em serviços e faturamento acima de US$ 30 milhões. "Os EUA são nosso objetivo principal por ser o maior mercado do mundo. Mas nada nos impede de fechar negócios também na América Latina", afirma o executivo. Aqui dentro, a crise também não prejudicou os negócios. A consultoria encerrou o primeiro trimestre de 2009 com receita 32% superior ao mesmo período do ano passado. Em 2008, seu faturamento chegou a R$ 510 milhões - crescimento de 43% em comparação a 2007.

A estratégia de adquirir uma companhia TI em terras estrangeiras já faz parte dos planos de Stefanini há algum tempo. Mas, no ano passado, as negociações foram paralisadas em decorrência da crise. "Os preços estavam muito inflacionados. Agora, o mercado está cheio de boas oportunidades", afirma Daniel Turini, sócio e diretor comercial da Crivo, empresa brasileira de TI. Se os planos de aquisição se concretizarem, Stefanini espera fechar o ano com crescimento entre 50% a 60%. Presente em 16 países, a consultoria foi pioneira do setor no Brasil a se internacionalizar, em 1996. Hoje, os negócios fora do País já respondem por 22% da receita da empresa. Até 2011, a meta é elevar essa participação para 50%. Há menos de um mês, a Stefanini IT Solutions inaugurou sua terceira fábrica de software no México e seu primeiro grande centro de desenvolvimento fora do Brasil. Além de atuar localmente, a planta atenderá clientes localizados nos EUA, Europa e América Latina. "Alguns anos atrás, o México era mais caro do que o Brasil", conta Stefanini.


"Hoje o cenário mudou. Apesar de não ter mão de obra tão qualificada, o país tem a vantagem de estar mais próximo dos EUA."

Como em qualquer processo de internacionalização, a Stefanini pode enfrentar alguns obstáculos. De acordo com Almiro dos Reis Neto, da Franquality Consultores, as diferenças culturais tendem a dificultar a integração da empresa adquirida.

"O brasileiro tem um complexo de terceiro mundista. Já os americanos não costumam baixar a cabeça por mais que tenham fracassado nos negócios", afirma. Segundo ele, se a empresa não escalar na operação profissionais bem preparados, de acordo com os padrões globais, não irá vencer lá fora. O grande desafio para Stefanini, no entanto, é enfrentar a forte concorrência dos indianos em TI. "Nossa oferta em tecnologia da informação é menor do que a da Índia, mas já é maior do que a de outros países emergentes", afirma.

Segundo ele, para o Brasil ganhar relevância lá fora nesta área, terá de construir uma marca, melhorar o inglês dos profissionais e reduzir a tributação interna. "Com isso sairemos na frente porque o brasileiro é considerado muito criativo e com uma capacidade de resolver problemas como ninguém."

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Lista de Livros

Top 10, nessa ordem.

1 - Abusado. Autor: Caco Barcellos

2 - Rota 66. Autor: Caco Barcellos

3 - A Irmandade do Crime - Carlos Amorim [Ainda estou lendo]

4 - O Paradoxo da Exelência. Autores: David Mosby e Michael Weissman [você vai ver o mundo com outros olhos]

5 - Nicaragua - A revolução das Crianças. Autor: Caco Barcellos

6 - O Mundo é Plano. Autor Thomas L. Friedman [estou lendo]

7 - O Monge e o Executivo. Autor James C. Hunter [clássico - leitura obrigatória]

8 - O Ócio Criativo. Autor Domenico de Masi [Leitura cansativa, mas obrigatória]

9 - Virando a Própria Mesa. Autor: Ricardo Semler [leitura obrigatória]

10 - O Lider Pensador. Autores: Marcelo Peruzzo e Bonifácio Watanabe [interessante]